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1 – O que são os inventários de gases de efeito estufa, e por que são importantes? 

Você já se perguntou o quanto as atividades da sua empresa contribuem para o aquecimento global?

O efeito estufa é um fenômeno natural que mantém a Terra aquecida e permite a existência da vida como conhecemos. Entretanto, atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e determinados processos industriais, aumentam a concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Esse aumento intensifica o efeito estufa natural, elevando a temperatura média do planeta e contribuindo para as mudanças climáticas, conforme demonstra o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O inventário de GEE, portanto, é uma ferramenta que identifica e quantifica as emissões associadas às atividades de uma organização durante determinado período, geralmente um ano, denominado ano-base. Em outras palavras, é um diagnóstico que permite conhecer a contribuição da empresa para o aquecimento global e identificar oportunidades de redução de suas emissões.



2 – Sua empresa é obrigada a elaborar um inventário de GEE?

O Brasil está avançando na regulamentação das emissões corporativas. A Lei Federal nº 15.042/2024 instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), estabelecendo as bases do mercado regulado de carbono no país.

A lei prevê obrigações de monitoramento e relato para operadores de instalações e fontes reguladas que emitam mais de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano. Para emissões acima de 25 mil toneladas anuais, também estão previstas obrigações de conciliação de emissões. A aplicação dessas regras depende da regulamentação e do enquadramento das atividades.

A implementação será gradual. Em julho de 2026, o Ministério da Fazenda apresentou uma proposta de cronograma para o ingresso dos setores nas obrigações de monitoramento, relato e verificação:

Início previsto

Setores contemplados

2027

Papel e celulose, siderurgia integrada, cimento, alumínio primário, petróleo e gás, refino e transporte aéreo.

Até 2029

Mineração, siderurgia semi-integrada, alumínio reciclado, energia elétrica, vidro, cerâmica, alimentos e bebidas, indústria química, resíduos e tratamento de esgoto.

Até 2031

Transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário.

Fonte: Ministério da Fazenda (2026). Cronograma preliminar apresentado em consulta pública, sujeito à regulamentação definitiva.

Mesmo que sua empresa ainda não esteja obrigada a elaborar um inventário, começar agora pode representar uma vantagem competitiva. Clientes, investidores e grandes compradores estão cada vez mais atentos às emissões de seus fornecedores. Antecipar-se às exigências permite demonstrar responsabilidade ambiental, atender às demandas do mercado e preparar o negócio para uma economia de baixo carbono.


3 – Como iniciar o inventário de emissões de gases de efeito estufa de sua empresa?

Com organização e orientação técnica adequada, o processo pode ser mais simples do que parece.

O primeiro passo é identificar as instalações e atividades que farão parte do inventário. Em seguida, são reunidas informações que a empresa geralmente já possui, como consumo de combustíveis, contas de energia elétrica, dados dos processos produtivos, transporte e resíduos gerados.

Com metodologias reconhecidas, esses dados são convertidos em toneladas de CO₂ equivalente. Assim, é possível identificar as principais fontes de emissão e as oportunidades de redução.

Mas o inventário não deve ser o ponto final. Seus resultados orientam metas de descarbonização e ações práticas, que contribuem para os objetivos do Acordo de Paris, tratado internacional que busca manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C.


4 – A Artemis Ambiental pode te ajudar

A Artemis Ambiental oferece serviços especializados de elaboração de inventários corporativos de gases de efeito estufa, para empresas de diferentes portes e setores econômicos, em todo o Brasil.

Reunimos experiência em consultoria ambiental e conhecimento técnico para aplicar metodologias reconhecidas internacionalmente e adaptadas à realidade brasileira, como o Programa Brasileiro GHG Protocol, as diretrizes do IPCC e a norma ABNT NBR ISO 14064-1:2022.

Apoiamos sua empresa em todas as etapas, desde a organização dos dados e quantificação das emissões até a análise dos resultados e o planejamento de metas de descarbonização, sempre alinhadas à ciência e aos compromissos climáticos internacionais.

Sua empresa não precisa esperar uma obrigação legal para começar. Conhecer suas emissões hoje é investir em eficiência, competitividade e preparação para uma economia de baixo carbono.


Entre em contato com a Artemis Ambiental e descubra como transformar a gestão das emissões da sua empresa em uma oportunidade de evolução ambiental e empresarial.

Renata de Melo Ferreira

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