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As mudanças climáticas deixaram de ser apenas um debate global e passaram a impactar diretamente o ambiente corporativo. Em 2026, essa transformação ficou ainda mais evidente com o avanço das políticas climáticas e das novas exigências regulatórias no Brasil.

Um exemplo recente é a Portaria FEPAM nº 592/2026, no Rio Grande do Sul, que estabeleceu critérios obrigatórios para a entrega do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). Na prática, medir e reportar emissões deixa de ser diferencial e passa a integrar a rotina de conformidade ambiental das empresas.

Outro avanço importante veio com a Lei nº 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), marco inicial do mercado regulado de carbono no país.

Isso significa que as emissões de carbono passam a ter impacto econômico direto. Empresas com maiores emissões poderão enfrentar custos mais altos, enquanto organizações que investirem em redução e eficiência tendem a ganhar competitividade.


📌 Você sabia?

O inventário de emissões é o primeiro passo para entender riscos climáticos e identificar oportunidades de redução de custos operacionais.

O que muda para as empresas?

O governo federal ainda está definindo regras complementares do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, incluindo os critérios de monitoramento e reporte das emissões, os setores que precisarão prestar informações obrigatórias e as regras para comercialização de créditos de carbono.

Ao mesmo tempo, outro tema começa a ganhar destaque: a Taxonomia Verde Brasileira.

Esse sistema irá definir quais atividades podem ser consideradas sustentáveis, com base em critérios técnicos e ambientais, facilitando o acesso a crédito, investimentos e financiamentos verdes.


💡 Então, atente-se:

Empresas que estruturam sua gestão de carbono desde agora tendem a se adaptar com mais facilidade às futuras exigências do mercado.

Mais do que atender à legislação, a agenda climática passa a fazer parte da estratégia empresarial.

A pergunta agora não é mais se sua empresa precisará lidar com esse cenário — mas o quanto ela está preparada para ele.

Renata de Melo Ferreira

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